quinta-feira, 12 de julho de 2012
Preview- Lançamentos e arremessos masculino
Christian Cantwell(EUA) X Reese Hoffa(EUA)
O Arremesso do peso está com uma cara yankee para Londres, mesmo depois de, no mundial do ano passado, nenhum americano ter subido ao pódio. Nessa temporada, Cantwell e Hoffa dividem as cinco melhores marca. Se Hoffa tem três delas, 22m00, 21m81 e 21m83, Cantwell tem a melhor, 22m31. Os dois são experientes, Christian tem 31 anos e foi campeão mundial em 2009 enquanto Reese, 34 anos, chegou como favorito a Pequim mas ficou só em sétimo.
O CARA
Andreas Thorkildsen
O norueguês é atual bicampeão olímpico do lançamento do dardo, é recordista mundial mas esse ano ainda não passou dos 85m. Foi campeão mundial em 2009 e vice em 2011. Ganhou o prêmio de maior atleta da Noruega em 2004 e 2008 e do melhor atleta do atletismo europeu em 2008. Para Pequim,ele também não chegou com a melhor marca e foi ouro. Seu grande amigo e rival nas principais competições Tero Pitkamaki, da Finlândia, não está bem nesse ciclo olímpico, sem nenhuma grande conquista.
A PROVA DISPUTADA
Lançamento de martelo
Muita gente na briga pelo pódio nessa prova. O atual campeão mundial, por exemplo, o japonês Koji Murofushi não está nem entre os 40 melhores do mundo esse ano, mas ainda assim a mídia de seu país confia em sua vitória. Só neste ano, sete atletas superaram os oitenta metros e, no mundial do ano passado, menos de três metros separaram o terceiro do décimo colocado. O húngaro Pars foi prata na ocasião e esse ano tem a segunda melhor marca da temporada.
ARREMESSO DO PESO
Ouro- Christian Cantwell(EUA)
Prata- Reese Hoffa(EUA)
Bronze- David Storl(ALE)
LANÇAMENTO DO DISCO
Ouro- Robert Harting(EUA)
Prata- Virgilijus Alekna(LIT)
Bronze- Gerd Kanter(EST)
LANÇAMENTO DE MARTELO
Ouro- Krisztian Pars(HUN)
Prata-Pavel Kryvitski (BIE)
Bronze- Markus Esser (ALE)
LANÇAMENTO DO DARDO
Ouro- Andreas Thorkildsen(NOR)
Prata- Oleksandr Pyatnytsya(UCR)
Bronze- Vitezslav Vesely(RTC)
MEDALHAS
EUA 2- 1 - 0
HUNGRIA 1 - 0 - 0
NORUEGA 1 - 0 - 0
LITUÂNIA 0 - 1 - 0
BELARUS 0 - 1 - 0
UCRÂNIA 0 - 1 - 0
ALEMANHA 0 - 0 - 2
REPÚBLICA TCHECA 0 - 0 - 1
ESTONIA 0 - 0 - 1
QUADRO GERAL DE MEDALHAS
MEDALHAS
QUADRO GERAL DE MEDALHAS
Somando-se os esportes já analisados(Ciclismo pista,BMX e MTB, Esgrima, saltos ornamentais, Vela, Boxe, Tiro, nado sincronizado, Canoagem Velocidade e slalom, tiro com arco, badminton, hipismo, luta olímpica, pentatlo moderno, taekowondo, judô, atletismo (velocidade,lançamentos e saltos) triatlo e remo
CHINA 23- 19 - 9
GRÃ BRETANHA 16- 16- 12
EUA 15 - 12 - 16
RUSSIA 12 - 16 - 24
JAPÃO 12 - 4 -3
ALEMANHA 11 - 12- 14
ITÁLIA 9 - 7 - 10
FRANÇA 7 - 6 - 7
COREIA DO SUL 6 - 7 - 9
NOVA ZELÂNDIA 7 - 3 - 6
IRÃ 6 - 3 - 0
AUSTRÁLIA 5 - 8- 6
JAMAICA 5 - 5 - 2
UCRÂNIA 5 - 5 - 7
HOLANDA 4 - 2 -3
AZERBAIJÃO 3 - 3 - 7
CUBA 3 - 3 - 7
TURQUIA 3 - 2 - 4
ESLOVÁQUIA 3 - 1 - 2
CANADÁ 2 - 7 - 9
ESPANHA 2 - 6- 3
HUNGRIA 3 - 4 -4
BELARUS 2 - 4 - 3
GRECIA 2 - 2 - 1
POLÔNIA 2 - 1 -4
UZBEQUISTÃO 2 - 1 - 4
BULGÁRIA 2 - 1 - 0
ÁUSTRIA 2 - 1 - 0
BRASIL 1 - 3 - 5
NORUEGA 2 - 2 -1
CROÁCIA 1 - 2 -2
REP.THECA 1 - 2 -3
IRLANDA 1 - 2 - 0
SERVIA 1 - 1 -0
ISRAEL 1 - 0 - 2
MÉXICO 1- 0 - 1
PORTO RICO 1 - 0 -1
LETÔNIA 1 - 0 - 0
REP.DOMINICANA 1 - 0 - 0
ROMÊNIA 0 - 3 - 3
MONGÓLIA 0 - 1- 3
GEORGIA 0 - 1- 3
SUÉCIA 0 - 1 - 2
BÉLGICA 0 - 1 - 2
LITUANIA 0 - 2 - 1
COREIA DO NORTE 0 - 1 - 1
ESTONIA 0 - 1 -1
COLOMBIA 0 - 1 - 0
ESLOVÊNIA 0 - 1 - 0
MALÁSIA 0 - 1 - 0
BAHAMAS 0 - 1- 0
CAZAQUISTÃO 0 - 0 - 5
ÍNDIA 0 - 0 - 4
ARMENIA 0 - 0 - 4
TAIWAN 0 - 0 - 2
ÁFRICA DO SUL 0 - 0 - 2
DINAMARCA 0 - 0 - 1
TADJIQUISTÃO 0 - 0 - 1
SUÍÇA 0 - 0 - 1
AFEGANISTÃO 0 - 0 - 1
TAILÂNDIA 0 - 0 - 1
ARGÉLIA 0 - 0 - 1
ESLOVÊNIA 0 - 0 - 1
INDONÉSIA 0 - 0 - 1
QUIRQUISTÃO 0 - 0 -1
GRANADA 0 - 0 - 1
TRINIDAD TOBAGO 0 - 0 - 1
Botsuana 0 - 0- 1
No Preview de Londres, periodicamente, colocarei os favoritos a medalha em cada uma das 302 provas que vamos ter em Londres. Objetivo é chegar no dia 27 de julho, o da abertura, com as previas de todas as provas e, consequentemente, o quadro de medalhas.
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Passaporte Carimbado- Laila Ferrer
Acho que entre todos os nomes brasileiros que vão a Olimpíada no atletismo, o de Laila Ferrer era um dos menos esperados. Ela atingiu o índice durante a série de Meetings Internacionais que tiveram no Brasil, fazendo a marca de 60m21 no Rio de Janeiro. "daria para ser melhor, faltou muita coisa. Nesse lançamento, a diferença foi que eu consegui apoiar melhor na perna esquerda" comentou a atleta.
A atleta completará 30 anos durante os Jogos Olímpicos mas só começou a se destacar em 2010. Ano passado, participou dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara mas não passou nem dos 50m." No Pan, me machuquei la. Agora estou bem, estou mais leve e mais rápida e 100% fisicamente".
No Trofeu Brasil, não passou dos 56 metros e ficou com a medalha de prata. "para mim foi bom, eu lancei menos, errei algumas coisas mas fiquei feliz porque garanti a vaga" contou a atleta, que precisa ser mais regular acima de 60m se quiser disputar uma final olímpica.
" Para Londres, quero fazer acima dos 60m e ir a final. Estou treinando e treinada para isso. Quero melhorar minha marca" diz a atleta. Vale lembrar que ano passado, a última das finalistas fez 59m65.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos atletas brasileiros que vão a Londres. Objetivo é entrevistar TODOS que vão em esportes individuais e uma boa parte dos que vão em coletivos.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Passaporte Carimbado- Andressa Morais
Andressa Morais é, talvez, a grande surpresa do atletismo feminino na temporada. Com apenas 21 anos, não só fez índice olímpico como bateu o recorde sul-americano e fez a incrível marca de 64m21, que a deixaria na quarta posição na última Olimpíada." Já revi essa prova várias vezes e sei que poderia ser ainda melhor. Tudo é uma questão de tempo" comentou Andressa " Não fiz o lançamento exatamente certo, o disco não saiu no centro".
Ano passado, ela, Fernanda Borges e a experiente Elisângela Adriano tiveram uma briga particular pelas vagas nas principais competições do ano e Andressa ficou de fora do Pan. Em 2012, ela não deu chances a ninguém, fez o índice uma vez, com 62m36 e depois fez, no Ibero-americano da Venezuela, esse lançamento de 64m21.
A jovem atleta disse que não acreditou no lançamento que fez na competição venezuelana: " Para mim foi uma surpresa os 64m. Não esperava. Só meu treinador sabia que eu era capaz. Fiquei muito feliz!"
Para chegar a uma final olímpica, ela terá de lançar por volta de 62m. É muito difícil fazer a melhor marca exatamente na Olimpíada, muitas vezes nem os campeões olímpicos fazem seu melhor numa Olimpíada. Ela precisa estar regular acima dos 62m, marca que ela alcançou somente no último mês.
"minha cabeça está boa. Estou confiante e segura do que vou fazer. Eu vou para meu melhor, não vou tremer na base". Confia Andressa.
A série Passaporte Carimbado falará das chances de cada um dos atletas brasileiros que vão a Londres. Objetivo é entrevistar TODOS que vão em esportes individuais e uma boa parte dos que vão em coletivos.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Como está o atletismo
Portanto, o que mais valeu no GP de atletismo de hoje foi o índice olímpico de Laila Ferrer no lançamento do dardo. Falei outro dia com o João Paulo, técnico e lançamentos e arremessos, e ele disse que apesar de estarmos vindo com uma boa geração de atletas, achava que ninguém além do Ronald e as meninas do disco(Andressa fez o índice no Campeonato Paulista hoje, leia mais abaixo) chegariam aos Jogos. Laila Ferrer venceu o dardo com a marca de 60m21 e atingiu o índice olímpico, além de ter levado a medalha de ouro na prova.
A marca da Rosangela foi boa, 11s21, mas o mais legal foi ver o que o revezamento feminino está se encaixando. 43s01 é uma boa marca para essa época do ano. Na Olimpíada, o bronze deve estar perto dos 42s50.
No salto triplo, Jonathan ainda não conseguiu encaixar um bom salto depois daquele 17m39 de dois meses atrás. Ficou em sexto, não chegou nem aos 16m.
O revezamento 4x400m feminino correu na casa dos 3m31s, ainda não está bom. Ano passado, o time da BMF fez 3m26s, recorde sul-americano e que coloca o Brasil numa final olímpica. Quem está bem é Geisa. Fiz no cronometro manual a passagem dela hoje do revezamento, fez na casa dos 50s alto, o que é muito bom.
No revezamento masculino, tempo abaixo dos 39s, já é algo bom. Mas para medalhar em Londres tem que ser abaixo dos 38s. O que dá para perceber é que as passagens estão boas, ainda com um pouco a melhorar, mas ainda falta velocidade para os brasileiros. E eles sabem disso. Ao contrário de outros anos, nenhum deles sequer chegou ao índice olímpico da prova individual, o que é preocupante. A passagem sempre ajudou o Brasil, mas não dá para pensar que só passando bem o bastão vai subir ao pódio.
Nos 800m, esses índices ainda vão sair. No momento, dois atletas tem índice B. Só um deles irá a Londres. O Brasil só levará mais de um atleta caso ambos corram abaixo de 1m45s60. Kleberson deve fazê-lo em breve, Lutimar também tem chances, Diego e Diomar já fizeram a marca B. E tem também o experiente Fabiano Peçanha...
Se os 800m devem sair mais índices, não podemos falar o mesmo das provas com barreira e obstáculos. Dificilmente algum brasileiro correrá os 100m com barreira feminino, o 110m com barreira masculino, os 400m com barreiras masculino e 3000m com obstáculos. Hoje, todo mundo ficou longe da marca. Ainda acredito que Mahau Suguimati tem chance nos 400m, foi semifinalista olímpico em Pequim e no último mundial.
Se contarmos a classificação de três revezamentos do Brasil, que é o que deve realmente acontecer, o Brasil está com uma delegação de 15 mulheres e 14 homens, com 29 atletas até o momento. Não vamos chegar nem perto dos 45 que foram a Pequim, até porque os índices foram dificultados, mas creio que a uns 32, 33 atletas a seleção chegue.
Creio que vai sair ao menos um índice a mais nos 800m masculino. Também acho bem possível o índice da Lucimara no heptatlo e de algum atleta no decatlo. E,claro,sempre tem uma “surpresa” como foi Laila hoje.
Até o Troféu Brasil, que será a última tentativa, teremos o Ibero-americano, competição importante e forte em que devem sair algumas marcas boas. E,claro, tem competições pequenas espalhadas pelo Brasil, principalmente as da Federação Paulista,que já proporcionaram alguns índices como os de Andressa e Jonathan.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Lançamentos e arremessos
Conversei na semana passada com João Paulo, um dos principais técnicos do Brasil. " O principal problema do Brasil é que os lançamentos longos tem que ser feitos em campos de futebol. E aí você já sabe né, não pode danificar o campo. Não existe essa amizade entre futebol e atletismo".
Outros problemas que ele apontou foi a falta de um ídolo na modalidade. "Não tem em quem o atleta que está começando se espelhar.Não tem um Adhemar, um Joaquim, uma Maurren, um Robson..."
Legal ver os recordes nacionais quebrados recentemente. No ultimo fim-de-semana, Geisa arremessou 17m87 no peso, recorde sub-23 do Brasil mas ainda um pouco distante da marca de Elisangela Adriano, 19m30. No masculino, o peso é talvez a prova mais fraca entre todas do atletismo, mas teve um recorde batido ano passado, pelo jovem Darlan Romani, marca ainda que é distante até mesmo do recorde sul-americano.
Vale lembrar que os principais atletas do peso brasileiro treinam com um cubano em Uberlândia, o que tem alavancado a prova no país. Geisa foi campeã mundial juvenil em 2010 mas perdeu o título pois foi pega no doping. Já está de volta as competições e ainda sonha com a vaga olímpica.
Quem já tem o índice olímpico é Ronald Julião, único classificado até o momento nas provas de lançamentos e arremessos. No disco, ele marcou 63m01 em competição nos EUA e depois melhorou essa marca para 63m20. Conversei com ele outro dia e ele quer chegar a 65m em Londres, distância que deve colocá-lo na final.
No martelo feminino, as coisas vão difíceis, nenhuma atleta se destaca nem em nível sul-americano. Entre os homens, Wagner 'Montanha" bateu várias vezes o recorde brasileiro da modalidade mas ainda está a três metros do índice olímpico. Por fim, o dardo que é a modalidade que menos evoluiu nos últimos anos.
O Brasil teve Julio Cesar Miranda campeão mundial de menores em 2003 mas no adulto ainda não mostrou sua força, longe de índices para as principais competições do mundo. Atualmente, a chance é quase zero de alguém fazer a marca para Londres que é de 80m16.
O trabalho está sendo feito e a melhora é visível. Em 2012, já tivemos queda de recordes nacionais no peso e martelo masculino.
Em 2011, o disco também caiu enquanto em 2010 tivemos a quebra do recorde brasileiro do dardo. No feminino, os resultados ainda são piores, mas na base a coisa está bem. Além de Geisa, já citada acima, tivemos bons resultados no dardo, com Rafaela Gonçalves quinta no mundial juvenil, e boas marcas no disco de atletas jovens.
O próprio técnico João Paulo não acredita em outro índice, além do de Ronald, para Londres. "O Montanha é difícil, mas pode conseguir. No dardo, acho muito difícil".
Que venha 2016.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Resumo da semana
O destaque do fim-de-semana ficou por conta de Ronald Julião que, nos EUA, atingiu o índice para participar da Olimpíada no lançamento de disco, com 63m01, quando a marca mínima estipulada era de 63m.Dias antes, havia marcado 62m97.Quem fez índice mas não está nem de perto garantido em Londres é Diomar Noêmio, que fez a marca B dos 800m com 1m45s62. Porém, só um brasileiro por prova com índice B pode disputar a prova e, os 800m, é bem capaz que outros tantos façam o índice A.
Na maratona de Londres, Marilson correu forte por 30km,depois baixou um pouco o ritmo e completou a prova com 2h08m em oitavo lugar, de novo o melhor não africano. Ele já tem lugar garantido em Londres e deve ter a companhi de Paulo Almeida,que fez o índice de novo, agora com o terceiro lugar em Pádova, e Frank Caldeira. A janela de índices na maratona fecha dia 30 de abril.
Badminton: Paiola cai na segunda rodada
A vaga olímpica de Daniel Paiola está cada vez mais complicada no badminton. Na última semana ele disputou o Torneio do Tahiti e caiu novamente na segunda rodada, marca que não deve lhe alavancar muito no ranking mundial, que é classificatório para Londres e fecha no fim de abril. A última competição dele é em Portugal, a partir do dia 26.
Basquete: Time de Erika perde na Liga Espanhola e seleção é convocada
A seleção feminina de basquete teve 18 nomes chamados para a Olimpíada. Nenhuma surpresa, nenhuma ausência sentida, nada de novo nos nomes de Tarallo.Estive na coletiva e mais para frente farei um especial sobre o basquete feminino brasileiro, inclusive com a entrevista exclusiva com o técnico.
Enquanto isso, a principal jogadora brasileira está em momentos decisivos na Espanha.Jogando pelo Perfurmerias, de Salamanca, disputa a final da Liga contra o Valencia. Na primeira partida, no sábado, derrota por dois pontos fora de casa e, agora, precisa vencer os próximos dois jogos para se tornar campeão.
Boxe: Meninas nas Austrália
A seleção de boxe feminino do Brasil está na Austrália fazendo aclimatação para a disputa do mundial da modalidade, que tem início em maio, na China. Será o único pré olímpico para Londres e apenas 11 vagas em disputa em cada categoria.
Canoagem: Ouros em um Pan esvaziado
Aconteceu no Rio de Janeiro, no fim-de-semana, o pan-americano de canoagem. Uma competição bastante esvaziada, sem a participação dos EUA(Que fez sua seletiva para Londres nesse fim-de-semana), México, Cuba e com um time B do Canadá. Destaque para a dupla brasileira Erlon e Ronilson, que venceram sem grandes dificuldades o c2 200m e c2 1000m. Nilvalter venceu o c1 200m. No feminino, as argentinas venceram praticamente todas as provas olímpicas. No caiaque, em que o Brasil não levará nenhum atleta para Londres, importantes vitórias contra os rivais argentinos.
Ciclismo MTB: Pódio em Portugal
Rubens Donizete ficou em segundo e Henrique Avancini em terceiro na Copa de Portugal, garantindo pontos importantes para o ranking de classificação olímpica
Esgrima: vagas olímpicas para Athos e Guilherme
Pela primeira vez desde 1948, o Brasil será representado nas três armas da esgrima numa Olimpíada. Renzo Agresta já tinha se classificado pelo ranking mundial e, no pré olímpico continental do Chile, no fim-de-semana, Athos Schwantes e Guilherme Toldo se garantiram na Olimpíada. No feminino, o Brasil ficou no quase com Tais Rochel e Karina Lakerbai, ambas perdendo no jogo que valia vaga.
Futebol feminino: Time de Rosana na final da Champions
O Lyon, melhor time do mundo na atualidade, está na final da Champions League de futebol feminino após o empate em 0x0 com o Postdam ontem. Rosana, lateral titular da seleção, entrou no segundo tempo para o time francês.
Hóquei: Brasil estreia no hóquei na grama
O maior torneio da história que o Brasil participa começa nesta semana, no Japão. O pré olímpico mundial em que a seleção masculina jogará pela primeira vez contra alguma das melhores equipes do mundo. São seis participantes e apenas uma vaga.
Judô: Pan- americano essa semana
Acontece no próximo fim-de-semana o pan-americano de judô, última competição que conta pontos para o ranking mundial. Mariana Silva e Maria Portela ainda não estão matematicamente classificadas e precisam de bons resultados para garantir, de uma vez por todas, a vaga em Londres.
Natação: Maria Lenk começa amanhã
Nesta terça-feira tem início o Maria Lenk de natação, o campeonato mais importante na modalidade no Brasil. Será a última chance dos atletas de provas em que dois atletas conquistaram o índice de se classificarem para Londres. A grande novidade é a programação, que conta agora com eliminatórias de manhã e finais a tarde/noite.
Nado Sincronizado: vaga olímpica para o Brasil
O dueto brasileiro confirmou o favoritismo e garantiu a vaga olímpica em Londres. Lara e Nayra fizeram boas apresentações no evento teste. No conjunto, a equipe ficou em nono lugar(Escrevi sobre o assunto na semana passada).
Pentatlo moderno: Yane fecha em quinto
Mais uma vez o filme se repetiu com Yane Marques, dessa vez na etapa da Rússia da Copa do Mundo. A pernambucana que está entre as oito melhores do mundo há quase três anos, ficou em quinto na Copa do Mundo, depois de entrar no evento combinado em terceiro. Como de costume, foi bem até mesmo no tiro, mas correu mal e ficou fora do pódio.
Polo Aquático: Brasil empata um jogo no pré olímpico
Com um time totalmente renovado, a seleção brasileira feminina de polo aquático ficou com um empate três derrotas e ficou de fora da Olimpíada. O jogo mais esperado era contra o Cazaquistão, seleção que historicamente tem o mesmo nível do Brasil, e a partida terminou empatada em 7 a 7. Contra o Canadá,levou a partida equilibrada até o 3x3 mas depois foi goleada. A competição foi recheada de surpresas, como a eliminação da Grecia, atual campeã olímpica, e da Holanda, atual campeã mundial, ambas fora de Londres.
Tênis de mesa: Brasil lidera ranking juvenil
O jovem Hugo Calderano lidera a "Corrida dos Campeões" do Circuito Mundial de tênis de mesa. Após algumas etapas, em que nem todos os principais atletas do mundo participaram, ele é o primeiro do ranking. É um resultado muito bom.
Tiro: Evento teste de Londres
Filipe Fuzaro não fez uma boa pontuação na Copa do mundo de Londres, evento que vale com evento teste. Fez apenas 127 pontos, longe de seu recorde que é de 144 pratos. Ana Luiza Mello, também classificada para Londres, também ficou longe da final.
Tiro com arco: Bernardo garante vaga em Londres
No pré olímpico das Américas, disputado em Medellin, o Brasil conquistou uma vaga na Olimpíada de Londres, no masculino. Três atletas, com limite de um por país, garantiam vaga nos Jogos e o Brasil colocou dois atletas na semifinal. Bernardo ficou com a prata e Luiz Trainini em quarto. A vaga é do país, mas deve ser dada ao jovem Bernardo. No feminino, nenhuma atleta chegou as quartas-de-final.
Triatlo: Pamela fica em nono no Japão
Aconteceu no último fim-de-semana, a Copa do Mundo do Japão de triatlo, que teve a ausência de alguns dos melhores do mundo pois, no mesmo dia, aconteceu o Campeonato Europeu. Pamela Oliveira foi bem, ficou em nono lugar e está muito próxima de garantir vaga em Londres. Mais importante ainda, foi ter corrido novamente em 36min os 10km. No masculino, Diogo foi o melhor brasileiro e está muito perto de ser osegundo brasileiro em Londres.Vela: Início da Semana da França
A equipe brasileira está quase completa na etapa da França da Copa do Mundo de vela, que teve início ontem. Na laser, Adriana Kostiw está em 40º, Patricia Freitas está em 15º na RS:x, Fernanda e Ana Luiza em 11º na 470, Jorge Zarif em 20 na finn. Na Star, depois de o adiamento das regatas de ontem , Robert Scheidt e Bruno Prada estão em
Vôlei de praia: brasileiro vão mal na primeira etapa
Primeira etapa do Circuito Mundial em Brasília e o Brasil não teve um bom resultado. No feminino, Maria Elisa e Talita foram prata e Juliana e Larissa ficaram em quarto. No masculino, o melhor resultado foi o bronze de Ricardo e Pedro Cunha, enquanto Emanuel e Alisson abandonaram a competição depois do Alisson ter "rasgado" o braço.Vôlei: convocações da seleção
Os técnicos das seleções femininas e masculinas fizeram as pré-conovações para, repesctivamente o Gran Prix e a Liga Mundial. Nos dois times, as principais dúvidas estão no levantamento. A grande dúvida é se Ricardinho será chamado ou não.Ele está nessa pré lista, assim como esteve em 2010, mas isso não é garantia que estará na Liga ou na Olimpíada, por inúmeros motivos. OPINIÃO MINHA: Eu acho que Ricardinho tem que ser convocado, mas acho que ele não será.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Mundial de atletismo
Terminou no último domingo o mundial de atletismo, com o Brasil conquistando sua primeira medalha de ouro na história, com Fabiana Murer, e chegando a outras cinco finais. Seis finais, o mesmo número do último mundial, e menor apenas que no mundial de 2007. Bom? Não. Ruim? Não muito.Realmente o atletismo brasileiro precisa melhorar muito, são muitas provas que sequer temos um brasileiro com chances de chegar a final. Em outras, os brasileiros não conseguiram melhorar suas marcas e, por isso, ficaram longe das finais.
Não estou aqui para criticar o presidente da Confederação, que aliás está lá desde quando eu nasci. Não é o caso.
Tivemos alguns bons resultados na Coreia. Não se pode negar a melhora, ainda que pequena. Além das seis finais, foram oito semifinais, o que mostra um avanço nas provas de velocidade. Pequeno, mas um avanço.
PONTOS POSITIVOS DA PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA
- Fabiana Murer- Não tem nem o que falar.
- 4x100m feminino- Bateu o recorde sul-americano nas eliminatórias. Na final, correu um pouco pior, fechou em oitavo. A prova foi muito forte, todas as equipes abaixo de 43s nas eliminatórias. No último mundial, apenas duas correram nessa casa.
- 4x100m masculino - Muito melhor do que eu imaginava. Iriam correr nas eliminatórias para baixo dos 38s se não fosse o incidente com o time de Portugal. Equipe está forte e poderia pegar até uma medalha na final, é só olhar o tempo dos medalhistas de prata e bronze. O grande problema é que, a príncipio, Bruno Lins não pode participar de Londres 2012 por causa do doping. Acredito que ainda vai haver um recurso da COnfederação Brasileira e de tantas outras que vão perder atletas por causa disso, mas acho difícil que Bruno corra.
- Ana Claudia Lemos - Uma atleta com chances reais de avançar as finais dos 100 m e 200 m nós nunca tivemos. E agora temos, principalmente nos 200m, em que ela fechou em 11º, piorando meio segundo sua melhor marca.
- Geisa Coutinho - Na prova individual dos 400m já provou estar bem. Chegou a semifinal e fechou em 14º no geral, piorando o tempo feito no Trofeu Brasil. Porém, o ápice veio no revezamento 4x400m, quando fez 50s50 para abrir a prova, marca que seria recorde brasileiro se pudesse ser
homologado. Marca que lhe daria a quinta posição na prova individual. Marca que a faz sonhar com uma final em Londres.- Bruno Lins - Voltou muito bem do doping. Não melhorou a marca feita no Trofeu Brasil, mas correu muito bem e terminou em sexto nos 200m. Primeira final individual do Brasil em provas de velocidade desde 99.
- Kleberson Davide - Era o que mais merecia passar para final. Correu bem nas eliminatórias e, na semifinal, terminou com o sétimo melhor tempo mas não foi a final pois sua série foi a mais forte. Correu para 1m44s, perto de seu melhor. Fez um ótimo mundial.
- Revezamento 4x400 - A seleção não se classificou para final porque uma das atletas, a Bárbara, caiu. A seleção vinha bem numa série forte e com a tendência de bater de novo o recorde sul-americano. Uma pena, mas para Londres esse revezamento promete.
- Fabio Gomez- Vive altos e baixos constante. No mundial, foi melhor do que esperado, na minha opinião, fechou em oitavo com 5m65, 15cm abaixo de sua melhor marca, mas com sua melhor posição em mundiais. Se tiver no seu melhor dia numa Olimpíada, briga por medalhas. O problema é que é muito irregular.
PONTOS NEGATIVOS
- Arremessos e Lançamentos - Apenas duas atletas, no lançamento de disco feminino, foram ao mundial para essas provas, provando que o Brasil ainda está muito distante. Elisângela e Andressa vinham num ano ótimo, mas terminaram longe de suas melhores marcas, sem final.

- Jeferson Sabino- Ele é bom, já saltou várias vezes o triplo para acima de 17m. Mas nunca encaixou um bol salto em grandes competições. Não foi a final dos últimos mundiais e nem da Olimpíada. Na Coreia, 16m51, a 30cm da vaga na final.
- Prova de fundo - O Brasil, de tantas e tantas corridas de rua na faixa de 5 e 10km, não levou ninguém para as provas do mundial. Tudo bem, Simone Alves se contundiu, mas nenhum atleta nas provas de 5000 e 10000 é ruim. O melhor no masculino, Marilson, é maratonista e está com foco em Londres, por isso nem disputou o mundial.
- Maurren Maggi - Fez um ótimo salto na eliminatória, entrou para final com a melhor marca, mas ficou em 11º. Maurren tem um crédito imenso, mas ficou abaixo do esperado. Saiu chorando. Será, ao lado de Fabiana Murer, a grande chance de medalha em Londres 2012.
- Keila Costa- Chegou a final do salto triplo e isso foi muito bom. Mas na sua principal prova, o salto em distância, ficou bem aquém do esperado e longe da final, que frenquenta a tantos anos nas principais competições. Um 2011 para esquecer para ela, ao menos por enquanto.
- Melhores marcas- É difícil você chegar ao mundial e fazer sua melhor marca da carreira. No atletismo, poucos conseguem. Nesse mundial, por exemplo, apenas 166 dos quase 2000 atletas chegaram a suas melhores marcas, muitos desses são aqueles atletas que tem um nível técnico muito baixo e correm apenas as séries preeliminares. Quando falamos de atletas que fizeram suas melhores marcas do ano, o número aumenta, 341. Entre os brasileiros, apenas Fabiana Murer e o 4x100m feminino fizeram suas melhores marcas, que também são recordes sul-americanos (Apenas cinco recordes continentais foram quebrados em toda competição). O restante, mesmo os que atingiram bons resultados, não fizeram suas melhores marcas.
Porém, vale lembrar que no atletismo, muitas coisas influenciam como vento, clima, pista, ritmo de prova. Nas provas de meio-fundo e fundo, por exemplo, a estratégia muda o ritmo d
e corrida e muitas vezes o tempo do medalhista de ouro é mediocre, mas o cara é campeão mundial.- Placing Table- A IAAF faz um interessante levantamento. Um ranking por país dando oito pontos para cada medalhista de ouro, sete para o de prata, seis para o de bronze e assim por diante até chegar ao oitavo que ganha um ponto. Nesse ranking, o Brasil ficou em 23º com apenas 13 pontos. Há dois anos, o Brasil tinha sido 26º com oso mesmos 13 pontos. Em 2007, Brasil foi o 20º com 20 pontos. Em Pequim, Brasil foi 19º com 21 pontos.
CONCLUSÃO
O mundial de atletismo não foi bom nem foi ruim para o Brasil. Os resultados alcançados foram os esperados. Está ruim, sim está ruim. Mas acho que essa é situação do atletismo no Brasil, não precisava acompanhar o resultado do mundial para chegar a conclusão que não somos uma potência no esporte mais importante da Olimpíada. Aliás, estamos bem longe disso. O caminho certo não é culpar os atletas porque não atingiram suas melhores marcas, menos de um décimo dos atletas conseguem isso num mundial. Os atletas não podem ser conformistas, como alguns fizeram, mas muitos saíram querendo mais e querem melhorar mais para Londres.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mundial de atletismo
Começa no próximo sábado, o mundial de atletismo, na Coreia do Sul. Competição que reune quase 200 países e tem 47 provas em disputa. No campeonato teremos diversas disputas nas mais variadas modalidades, mas hoje aqui vamos falar de Brasil. Faltando um ano para Londres, esse será o maior termômetro para ver em que passo está a preparação brasileira para a próxima Olimpíada.
A CBAt mudou o critério de classificação. Dificultou os índices, fez uma média do 12º lugar nas três últimas grandes competições. Os que foram campeões sul-americanos precisavam fazer o índice B. Com isso, a delegação não vai muito grande, com 28 atletas. A grande ausência foi Simone Alves, que bateu o recorde sul-americano dos 5000 e 10000 esse ano mas sentiu o tendão e está fora.
2009 e 2010 foram bem ruins para o atletismo brasileiro. Casos de dopings, poucos resultados importantes, quase nenhum recorde, nenhum atleta novo novo. 2011 parece UM POUCO melhor, já tivemos vários recordes nacionais e sul-americanos. O mundial irá comprovar essa tese.
A maioria dos brasileiros vão ao mundial com chances de final. Isso, claro, se ao menos repetirem suas melhores marcas. Algo complicado de acontecer, muito complicado. Na última Olimpíada, por exemplo, apenas uma das atletas brasileiras fez recorde brasileiro. Mas isso não acontece só com o Brasil, a grande maioria dos atletas não fazem suas melhores marcas no mundial. Muitas vezes, se corre o mundial PARA VENCER e não para fazer marcas.
Por exemplo, é muito possível que o campeão mundial dos 800m vença a prova com um tempo pior do que os já feitos esse ano por Kleberson Davide, 1min44s21. Numa final de 800m, a tática vale muito, os atletas seguram demais no começo e dão um sprint que não seria feito por Kleberson. Ou ao contrário, saem tão forte que depois o brasileiro não consegue pegar. Peguei Kleberson como exemplo, numa corrida de pista, mas o exemplo poderia ser muitos outros.
O clima e a pista também infuenciam muito. Muitos recordes foram batidos esse ano com sol e numa pista muito boa, em São Paulo. Não sei como será o clima, o horário e a pista na Coreia, mas talvez não seja tão favorável. Aí, fica ainda mais difícil repetir a marca.
FAVORITOS A MEDALHA
MAURREN MAGGI
Na minha opinião, única atleta que chega ao mundial favorita ao pódio. Achei que, depois da lesão no joelho e na coxa, que a tirou das pistas quase que por um ano e meio, ela tinha dado adeus ao alto nível. Porém, está num 2011 muito regular. Saltou 6m89, 6m87 e muitas vezes acima do 6m80. Acredito numa medalha, não a de ouro, mas uma medalha. Ela mesmo diz que seu objetivo esse ano é o Pan, mas se saltar na casa dos 6m85 como vem fazendo, sobe ao pódio.
CANDIDATOS A MEDALHA
FABIANA MURER
Fabiana vem bem. Não tão bem, fez algumas competições muito ruins, mas voltou a crescer e saltou recentemente 4m71. Marca que a faz brigar pelo pódio, mas não garante nada. Está no bolo, mas um pouco atrás. Se fosse para chutar uma posição, chutaria quarta posição. Mss, claro, tudo pode acontecer. Se fizer os 4m85 que fez ano passado, é pódio. Se fizer por volta de 4m80, briga em cima. Se fizer os 4m71 que é sua melhor marca outdoor esse ano, acho que fica sem medalha.
4x100m feminino
O revezamento feminino entra nesse ano um pouco mais forte que em 2009. Não porque a passagem do bastão melhorou mas sim porque as brasileiras estão mais rápidas. Ana Claudia corre regularmente na casa dos 11s30, já fez esse ano 11s19 e ano passado 11s15. Há dois anos, não tínhamos uma atleta tão boa. Além disso, as demais brasileiras estão mais rápidas também. Rosângela e Franciela já correram abaixo dos 11s40 esse ano. Acredito que o ouro e a prata fiquem com EUA e Jamaica. O bronze está tudo embolado e o Brasil pode faturar. Briga com Bélgica, Rússia, Nigéria, Trinidad Tobago..todo mundo na briga.
BRIGAM FORTE PELA FINAL
4X100m masculino
O time masculino não vive uma boa fase. Apesar de finalista no último mundial, não tem bons resultados recentes em termos de tempos, perdeu o veterano Vicente Lenílson. Por outro lado, teve de volta Bruno Lins, que está muito bem. Se antes o país brigava pela medalha, acho que o objetivo maior é conquistar a final. A final é bem possível, mas a medalha é bem distante.
Kleberson Davide
Kleberson chegou credenciado para uma final no último mundial, mas não conseguiu, assim como em Pequim. Passou os 600m em primeiro, mas "morreu" no fim. Mais experiente, correndo algumas vezes na casa de 1m44s chega como candidato forte a uma final. Os 800m é uma prova muito tática e ele deve definir a melhor estratégia para chegar a final.
Ana Claudia Lemos 100m e 200m
Não sei qual vai ser a atenção que Ana Claudia dará para essa prova no mundial. Pelo que já foi divulgado, vai dar tudo nos 100m. Mas não sei como será os 200m. Se correr, as chances de final são grandes. Correu duas vezes em dois dias seguidos esse ano abaixo dos 22s80, uma delas em 22s48, tempo que está entre os 10 melhores do mundo esse ano. Se correr para 22s48, é finalista. Abaixo de 22s80, briga para ficar entre os oito melhores.
Nos 100m, passa a final se repetir seu melhor tempo, 11s15, feitos ano passado. Tem chances, mas precisa fazer seu melhor de 2011.
Revezamento 4x400m feminino
O time está forte, todas estão bem. Bateram o recorde sul-americano esse ano, com 3m26s, tempo que coloca o time muito perto da final. Assim como no 4x100m, as brasileirs melhoraram bastante seus tempos individuais, o que é muito bom. Geisa é o destaque e pode fazer uma parcial perto de baixar dos 50s...
Keila Costa- salto em distância
Keila é constante, muito constante.Finalista em 2007 e 2009, na Olimpíada de 2008. Porém, não foi bem nas últimas competições, na Universíade, por exemplo, fez 6m31, uma marca pífia para ela. Se voltar a saltar bem, briga forte para ser finalista. O corte deve ficar por volta de 6m65. Já fez 6m67 esse ano e essa marca foi batida por ela várias vezes nos últimos anos. Como é muito regular, acho que chega a final.
Bruno Lins - 200m rasos
Bruno voltou com tudo da suspensão por 2 anos de doping. Fez 20s16 esse ano, tempo que se repetido no mundial é final quase com certeza. Fez também 20s21, o que faz pensar que está regular. Po, se fizer esses tempos chega a final. Torço pela regularidade. Atualmente, tem a 6ª marca do mundo.
PODEM CHEGAR A FINAL
Fabio Gomes- salto com vara
Fabinho é muito irregular. Salta 5m80 em um dia e pouco depois não passa dos 5m30. Se tiver num bom dia, briga para ficar entre os seis melhores do mundo. Num dia ruim, como aconteceu no mundial de 2009 e na Olimpíada de 2008, não passa do primeiro salto. É torcer por um dia bom dele. 5m70, mais ou menos, colocam-no na final.Esse ano, tem 5m80, quinta marca do ano.
Lutimar Abreu- 800m
Já correu bem esse ano, no 1m45s. Pode surpreender e chegar a final, mas precisa estar num bom dia, ter uma boa estratégia. Só esse ano, já melhorou sua marca em mais de 1s5. Pode surpreender.
Luis Alberto Cardoso- decatlo
Não existe uma final no decatlo, mas acho que consegue ficar entre os 10, 12 primeiros. Para isso, terá que não só fazer sua melhor marca no geral, como melhorar a maioria de suas provas. Esse ano, tem 8115 pontos. Objetivo real seria superar o recorde brasileiro de quase 20 anos de duração. Melhorar um pouco nos 400m e nos 1500m e conseguir voltar a fazer um bom salto em altura, que não fez quando chegou a sua melhor marca, o deixaria muito bem na pontuação!
Jefferson Sabino- salto triplo
Jefferson é outro que já está experiente. Disputou mundiais e Olimpíada, mas nunca fez uma boa competição em grandes eventos. Esse ano, saltou uma vez acima dos 17m, marca que provavelmente o levaria para uma final.
Elisângela Adriano
Uma veterana de quase 40 anos que bateu o recorde sul-americano há menos de um mês, quando estava pressionada para conquistar o índice. Fez a melhor marca da longa carreira, o que a faz brigar por uma vaga na final. Se fizer 62m, está entre as 12.
PODEM SURPREENDER
Sandro Vianna, 200m, Nilson André, 100m, Fernando Da Silva, 800m, Mahau Suguimati, 400m com barreiras, Caio Bonfim e Moacir Zimmermann, marcha, Jailma 400m com barreira, Andressa Morais, disco e Keila Costa no triplo.
Os atletas citados acima brigam por uma posição entre os 12 melhores se fizerem seus melhores tempos.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Mundial de atletismo
Com o fim do Trofeu Brasil, foi definida a equipe brasileira que irá ao mundial da Coreia, no fim de agosto. A CBAt estabeleceu índices com base na média da 12ª posição do dois últimos mundiais e da última Olimpíada. Além disso, os campeões sul-americanos que atingiram o índice B, um pouco mais fraco, também se classificaram para o Mundial.
Apesar do bom Trofeu Brasil na última semana, acredito que as chances de medalha são as mesmas de sempre. Maurren, Fabiana e 4x100m feminino. Maurren, para mim, é favorita ao pódio. Murer, na minha opinião, é grande candidata ao pódio e o 4x100m feminino vai brigar com quatro ou cinco times pelo bronze.
No atletismo é mais complicado que a natação de se repetir as melhores marcas da carreira ou do ano. Nos mundiais de natação, a média de atletas que atingem os melhores tempos do ano é muito maior que no atletismo. São inúmeros os motivos disso, mas não só os brasileiros, a maioria dos atletas não fazem suas melhores marcas no mundial.
Dos classificados, quem fizer a melhor marca da temporada, chega a final ou pelo menos a semifinal em suas provas.
E o interessante é que as mulheres são maioria na delegação, são 16 contra 14. Isso muito por conta do país levar dois revezamentos para Coreia entre as mulheres e apenas um no masculino.
Até o início do mundial, faço um especial maior sobre a delegação brasileira mas, como eu adoro, vou dar meus palpites. São só palpites. Daqui a 15 dias, um especial completo sobre o mundial, com detalhes de cada atleta, expectativas e tudo mais.
Acredito em oito finais, número que seria maior do que o do último mundial e o maior da história.
Nilson de Oliveira André- Quartas-de-final dos 100m rasos
Bruno Lins- Semifinalista dos 200m rasos
Sandro Vianna- Quartas-de-final dos 200m rasos
Revezamento 4x100m rasos- Sexto lugar
Kleberson Davide- sétimo lugar
Lutimar Abreu- Semifinalista
Fernando Lina da Silva- Eliminado na primeira rodada
Mahau Camargo Suguimati- Semifinalista dos 400m com barreiras
Fabio Gomes- eliminado na eliminatória do salto com vara
Jefferson Sabino- Eliminado nas eliminatórias do salto triplo
Luis Alberto Cardoso- 11º no decatlo
Caio Bonfim- 21º na marcha atlética 20km
Moacir Zimmermann- 22º na marcha atlética 20km.
MULHERES
Ana Claudia Lemos Silva - Semifinalista nos 100m, 8ª nos 200m
Revezamento 4x100m rasos- 5ª posição
Revezamento 4x400m rasos- 7ª posição
Simone Alves da Silva - 11ª nos 100000m
Jailma Sales- Semifinalista dos 400m com barreira
Fabiana Murer- Quarta colocada no salto com vara
Maurren Higa Maggi - Medalha de prata no salto em distância
Keila Costa- 9ª no salto em distância e eliminada na eliminatória do triplo
Elisângela Adriano- 12ª no disco
Andressa Morais- Eliminada na primeira fase do disco
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domingo, 7 de agosto de 2011
Trofeu Brasil

Ainda está longe do ideal, mas o Trofeu Brasil de atletismo disputado essa semana foi o melhor dos últimos tempos. Recordes, índices, tempos muito bons e a volta do grupo de atletas que foram pegos no doping há dois anos.
A pista do Ibirapuera, reformada, está de primeiro mundo e isso com certeza ajudou no desempenho dos atletas. Outro fator que ajudou foi o clima. Sol, nem frio nem calor, ideal para a maioria das provas.
Há anos não tínhamos tantos recordes sul-americanos batidos num Trofeu Brasil. Foram três, além de um brasileiro e outros oito do Campeonato. Também tivemos outras tantas marcas excelentes.
Ana Claudia, recorde sul-americano nos 200m
Ana Claudia, que bateu ano passado o recorde sul-americano dos 100m rasos, bateu o dos 200m nesse Trofeu Brasil. Nas eliminatórias, correu em 22s48, melhorando 0s12 o antigo recorde e tempo mais de meio segundo mais rápido que seu melhor resultado até então. Na final, fez outro bom resultado,22s68. Melhor que a marca que ela fez é quase repetí-la no dia seguinte. É uma prova de regularidade. Se correr abaixo dos 22s70 no mundial é final quase certa.
Nos 100m, Ana Claudia não bateu recorde, mas correu bem. 11s31 na semi e 11s34 na final. Se correr na casa dos 11s30 no mundial pega semifinal. Se correr para seu melhor tempo, 11s15, pode pegar final.
Recorde-sul-americano no 4x400
Os resultados nas provas individuais dos 400m, quando Geisa Coutinho correu para 51s e quatro atletas abaixo dos 53s, anunciavam o recorde que iria cair no revezamento. A equipe da BMF correu para 3m26s68 e bateu o recorde sul-americano. Barbara Oliveira, Geisa Coutinho, Jailma e Joelma formaram a equipe. Se repetir esse tempo no mundial, pega final.
Volta de Bruno. E que volta!!
Bruno Lins voltou do doping com grandes resultados. Primeiro nos 100m, com 10s25 e medalha de ouro. Depois,o melhor. Correu muito bem os 200m duas vezes. Nas eliminatórias, 20s16, na final 20s21. Com essa marca, pode pegar final no mundial.
Que prova dos 800m masculino!
Kleberson Davide fez um ótimo tempo, 1m44s21 e ficou com a medalha de ouro nos 800m rasos, com o melhor tempo de sua carreira, assim como foi o melhor tempo da vida de Lutimar Paes, que fez 1m45s37 e de Fernando, com 1m45s66. Os três conquistaram índice para o Mundial.
Simone, outro recorde sul-americano
Depois de bater o recorde sul-americano dos 5000m há alguns meses, Simone Alves quebrou o recorde sul-americano dos 10000m, com o incrível tempo de 31m16s56. É uma das 10 melhores do mundo e vai correr o mundial!
Luiz ALberto passa dos 800m no decatlo
Luiz Alberto fez uma prova muito boa no decatlo e chegou a marca de 8115 pontos, o segundo melhor resultado da história do país. Poderia até chegar ao recorde sul-americano, mas não fez uma boa prova de dardo. Vai disputar o Campeonato Mundial. Chinin vinha bem após duas provas, mas acabou se contundindo e ficará fora por quatro semanas.
Lucimara fica a dois pontos de seu recorde
Na sua primeira GRANDE competição depois da volta do doping, Lucimara competiu muito bem e ficou a apenas dois pontos do recorde sul-americano, que pe
rtence a ela mesma desde Pequim 2008. Com 6074 pontos, não alcançou índice para o Mundial, mas chegará no Pan com uma das favoritas ao pódio. O Arremesso de peso segue sua pior prova e no dardo, ela que costuma ir bem, foi mal. Poderia ter chegado ao índice também se não tivesse sentido dores na prova dos 200m rasos.Maurren segue sua regularidade
Sem a concorrência de Keila Costa, Maurren Maggi conquistou a medalha de ouro no salto em distância com 6m74. Ela, que disse que talvez nem competisse porque está treinando forte principalmente para o Pan ficou muito feliz com o resultado.
Erica bate recorde na marcha em pista
A marcha atlética costuma ser disputada em circuito, mas nesse Trofeu Brasil aconteceu na pista. Erica Sena, nos 20km, bateu o recorde brasileiro EM PISTA, com o tempo de 1h35m29. No masculino, com 1h21m02, Moacir Zimmermann ficou a poucos segundos do recorde nacional.
Nem tudo são flores
Apesar dos bons resultados, o Brasil continua com algumas provas muito ruins por aqui. Arremesso de peso, tanto masculino como feminino, 400m masculino, 800m e 1500m feminino, arremesso de martelo feminino, lançamento de dardo entre outras. Nessas provas, os brasileiros estão longe de índices para o Mundial, de recordes brasileiros e/ou sul-americanos e não tem tantas chances de medalha no Pan.
Novo título da BM&F
Pela décima vez seguida, a equipe da Bm & F saiu como campeã do Trofeu Brasil de Atletismo. Pinheiros ficou com o vice.
O que esperar do Mundial
Os resultados melhoraram, claro, mas para o Mundial do próximo mês as chances de medalhas são as mesmas de "sempre'. Maurren Maggi, Fabiana Murer, o revezamento 4x100m feminino. Por fora na briga por medalhas, mas muito provavelmente farão finais, estão o revezamento 4x100m masculino, 4x400m feminino e a sempre bem colocada Keila Costa no salto em distância.
Quem lutará por final, principalmente depois dos resultados vistos no Trofeu Brasil, é Ana Claudia nos 100m e 200m, Bruno Lins nos 200m, Kleberson Davide nos 800m.
Em provas que não tem eliminatórias, como o decatlo e os 10000m feminino, espera-se bons resultados. Medalha, claro, praticamente impossível. Mas um lugar entre os dez, doze do mundo iria ser histórico.
O recorde de finais do Brasil em um mundial é de oito, conquistadas em 2007, em Osaka. Se esse número aumentar já estarei feliz.
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domingo, 5 de junho de 2011
Sul-Americano de atletismo
O Brasil terminou o Campeonato Sul-Americano de atletismo,em Buenos Aires, com o título geral, o título masculino e o título feminino. Uma hegemonia de quase 40 anos mantida. No total, foram 21 medalhas de ouro,16 de prata e 14 de bronze. Conquistou quase metade dos 44 ouros na competição. Os colombianos ficaram em segundo no geral.Analisando primeiro os naipes. No feminino, a disputa foi dura com a Colômbia. Foram nove ouros do Brasil e sete da Colômbia. Nos revezamentos, empate. Brasil levou o 4x400m mas Colombia ficou com o ouro no 4x100m. A Colômbia tem duas atletas fora de série, um no salto triplo e outra nos 100m com barreiras.
No masculino, foram 11 medalhas de ouro, com vitória nos dois revezamentos.
As provas de lançamentos e arremessos,principalmente no masculino,são as mais deficientes para o Brasil. Ganhou medalha de ouro "apenas" no disco, com Ronald Julião, um grande resultado por sinal. No feminino, ouro só no disco também, com Andressa.
As provas de fundo foram muito vitoriosas para o Brasil, com ouro nos 5000m e 10000m no feminino e nos 10000 masculino, mesmo sem a presença de Marilson e de Joilson.
Ganhar o sul-americano para o Brasil é obrigação. Obrigação de vencer o masculino e o feminino e objetivo foi cumprido. Algumas provas o Brasil tem dificuldades de subir ao pódio mesmo em campeonatos sul-americanos. Outras, o domínio é total e absoluto. Parece que, depois de dois anos ruins para o atletismo brasileiro, a modalidade volte a andar na linha.
Simone Alves, na minha opinião, foi um dos maiores destaques da competição. Venceu os 10000m num clima frio, que até é propício para as provas de fundo,com o tempo de 31m59s, apenas 8s acima do recorde sul-americano de Carmem Oliveira. Lembrando que há quase um mês, ela quebrou o recorde dos 5000m. Uma ótima temporada da Simone,que com índice B atingido e o título no torneio, se garantiu no mundial.
Outro destaque foi o jovem Caio Bonfim.Quarto colocado no mundial juvenil do ano passado, bateu o recorde brasileira de 20km em pista. Claro que, como poucas provas são disputadas em pista, o tempo não foi o melhor da história do Brasil. Ele ficou em quarto no sul-americano com o tempo de 1h20m58, índice para o Mundial e para o Pan. Belíssimo resultado.
Ronald Julião foi outro grande nome da competição. Com 62m72, ele venceu o lançamento de disco, vencendo o rival argentino, Lauro Germán. Ele ficou a menos de meio metro do recorde brasileiro e ficou muito perto do índice para o mundial que é 63m.
Ana Claudia Lemos mais uma vez provou que é a melhor velocista do continente. Venceu os 100m com 11s46 e os 200m com 23s18. Infelizmente, ficou com a prata no revezamento 4x100m, atrás da Colômbia.
Para ver os outros destaques da competição, ver os posts sobre o primeiro dia e o segundo dia de torneio.
LEIA MAIS NO BLOG
PRIMEIRO DIA DO SUL-AMERICANO
SEGUNDO DIA DO SUL-AMERICANO
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sul-Americano dia 2
Segundo dia de competições do sul-americano de atletismo, a Colômbia assustou com dois ouros nas quatro disputadas femininas. Porém, o Brasil segue tranquilo na liderança do quadro de medalhas, com 10 ouros em 21 provas disputadas. Resultados bons, mas que há alguns anos eram melhores, mas para quem estava com medo de perder a hegemonia de quase 40 anos no continente, está bom.Destaque de hoje foi Luiz Alberto, do decatlo. Ele não atingiu seu real objetivo, que era o índice para o Mundial, mas fez uma bela prova. Foi medalha de ouro com larga margem e terminou a competição com 7944 pontos. Hoje, no segundo dia de competição, fez 14s52 nos 100m com barreiras, 45m97 no disco,4m60 no salto com vara, 52m85 no dardo e 4m32 nos 1500m.
Ele sabia que, na última prova, teria de correr para 4m26s, tentou, se esforçou, mas morreu no fim. Vale lembrar que sua melhor marca na prova era 4m32s, em 2008.
Hoje, poderia ter corrido melhor os 100m com barreira, em que já fez abaixo dos 14s, mas o frio atrapalhou bastante.
Enfim, até o momento, na minha opinião, Luiz Alberto é o grande nome do Brasil na competição, vencendo a prova mais difícil do atletismo e se aproximando do índice para o mundial.
Nas provas de pista, o Brasil manteve a tradição. Venceu os 400m com Kleberson Davide, prova que Luiz Eduardo foi bronze, e levou os 1500m, com Leandro Prates, que deixou Hudson de Souza com o vice. Os tempos dos vencedores, 46s64 e 3m45s foram altos, mas valeram o lugar mais alto do pódio.
Kleberson ainda volta a competir no revezamento e nos 800m, prova que é sua especialidade, enquanto Hudson volta os olhos para os 3000m com obstáculos, em que passou a se dedicar mais e deverá ser o representante brasileiro em Guadalajara.
Nas outras três provas masculinas do dia, uma vitória para Uruguai, uma para Argentina e outra para o Equador. Todas com o Brasil no pódio. Mahau Suguimati correu longe de seu melhor, já fez abaixo dos 49s em 2008, mas foi prata com 51s11 nos 400m com barreiras. No martelo, Wagner Domingos ficou um pouco abaixo de seu recorde, encostou no favorito argentino, mas ficou com a prata com 70m65, Allan foi bronze com 66m85. Cada vez melhor o jovem brasileiro.

Outro jovem, Guilherme Cobbo, foi prata no salto em altura com 2m20.
No feminino, dia preocupante. Apenas uma medalha de ouro, nos 400m com barreiras, com Jailma Salles com 57s13. Nos 400m, o maior temor. Dobradinha colombiana, com Geisa Coutinho fazendo 52s84 e ficando com o bronze. Nos meetings do Brasil, nosso time venceu a Colômbia duas vezes no revezamento 4x400m, vamos ver o que vai dá no sul-americano, na prova que acontece no último dia.
Nos 1500m, sem Juliana Santos, campeã do Pan de 2007 que teve filho no início deste ano, o Brasil ficou sem o ouro. Tatiele Carvalho foi prata, perdendo no sprint final. No salto em altura, com ausência da primeira colocada do ranking brasileira, Valdileia, que sofreu com apendicite, o melhor resultado foi o bronze de Aline Santos, com 1m77.
Após dois dias de competições, Brasil está bem a frente dos rivais. Estava com medo da Colômbia no começo da competição, mas estou mais tranquilo. Acho que a única vitória da Colômbia que ainda pode acontecer é vencer o geral feminino. Por enquanto, elas tem dois ouros e o Brasil já tem seis.
As marcas não estão boas, muito em função do clima frio de Buenos Aires. Também pelo baixo nível técnico de algumas provas na América do Sul. Também por algumas ausências sentidas, como Marilson Gomes, Juliana Gomes, Jailson entre outros.
A competição segue nesse sábado.
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Sul-Americano dia 1
O Brasil fechou o primeiro dia do sul-americano, que está sendo disputado em Buenos Aires na Argentina, em primeiro lugar. Foram seis ouros em onze provas, totalizando 13 pódios, bem a frente dos rivais. A Colômbia, que seria o maior rival, teve um primeiro dia ruim, com apenas um ouro. Os donos da casa, com três ouros, estão em segundo, mas muito pela destribuição das provas, que colocou o martelo feminino e o peso masculino no primeiro dia, provas em que nuestros hermanos eram francos favoritos.Destaque do primeiro dia foi Fabiana Murrer. Mesmo com uma temperatura baixa, ela saltou 4m70 e conquistou a medalha de ouro no salto com vara, fazendo a melhor marca ao ar livre do ano. Ela quase perdeu a medalha ao entrar somente na altura de 4m50(a prata ficou com a brasileira Karla Costa com 4m00). Fabiana passou somente na terceira tentativa nos 4m50 e, depois, fez 4m70.
Maurren Maggi foi outra que confirmou o favoritismo. A campeã olímpica sentiu o frio mas a temperatura não impediu seu título, com a marca de 6m52. Keila Costa fez 6m45 e conquistou a prata, com a mesma marca da colombiana Caterine Ibarguen. Keila ficou a frente por ter conseguido a marca antes da rival.
Os atletas mais velozes do continente são brasileiros. Ana Claudia, com 11s46, e Nilson André, com 10s35, venceram a prova dos 100m. Os tempos foram acima dos melhores dos atletas, mas o que valeu nesse evento foi o ouro. O Brasil ainda conquistou os bronzes, com Sandro Vianna e Rosemar Coelho.
Nos 5000m feminino, Fabiana da Silva fez 15m39s67, fez índice para o Pan e ficou com ouro, em outra prova que o Brasil levou o bronze, com Cruz Nonata. O sexto ouro do país veio numa prova que há tempos não tem um grande resultado, os 110m com barreiras. Nas Olimpíadas de Atenas, o Brasil tinha quatro atletas com índice, chegou a final olímpica, mas desde então não teve nenhum resultado expressivo.
O mesmo Matheus Inocêncio, finalista em Pequim, levou ouro com 13s70, mas ainda quase meio segundo mais alto que sua marca pessoal.
O lançamento de martelo feminino e o arremesso de peso masculino são provas dominad
as por atletas argentinos. Os brasileiros ficaram fora do pódio. Ronald Julião ficou em quarto com 17m88, pouco abaixo de sua melhor marca. Ronald quer levar o ouro no disco, sua especialidade, quando enfrentará o mesmo argentino Lauro German. Já no martelo, a melhor brasileira foi Josiane, com 61m77, bem abaixo do pódio, mas próximo ao seu melhor resultado.Outra prova que a Argentina levou ouro ficou sem brasileiros no pódio. Nos 5000m, Marcelo Cabrini fez 14min03s e ficou em quarto. Joilson da Silva, melhor brasileiro nesse ano, está no exterior e já fez 13m31s nessa temporada. Não esteve no sul-americano.
Por fim, mais uma medalha de Elisângela Adriano.Ela ficou com a prata no peso com 16m55. Porém, em sua especialidade, o disco, ela não está classificada e se o Pan fosse hoje estaria fora da equipe para a prova na qual subiu ao pódio nas últimas três edições do evento. Elisângela teria apenas a vaga no arremesso de peso.
No decatlo, após cinco provas, o Brasil lidera com Luiz Alberto, com 4118 pontos. Ele vem numa temporada muito boa, já venceu uma etapa da Copa do Mundo e tem tudo para melhorar sua marca, já que hoje conseguiu correr os 100m bem, 10s84, saltou bem em distância (7m15) e em altura(1m97) e correu os 400m em 49s08. Poderia ter corrido na casa dos 48s, mas o tempo foi bom de qualquer forma. Os 14m14 no peso que poderiam ser melhores e é o que ele precisa melhorar para ficar entre os melhores do mundo. A liderança em Buenos Aires está tranquila.
Faltam cinco provas.
O sul-americano segue nessa sexta-feira e os brasileiros atrás de bons resultados e de manter a hegemonia. Por enquanto, está tranquilo.
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domingo, 22 de maio de 2011
GP de São Paulo
Pude acompanhar de perto hoje, em São Paulo, o Gp internacional de atletismo, o melhor em nível técnico até o momento. Com uma temperatura boa para boas marcas, Maurren Maggi e o revezamento 4x100m rasos feminino foram os grandes destaques do Brasil na competição.Maurren confirmou a boa fase. Depois de 6m87, feitos há duas semanas no Qatar, ela marcou 6m89 para ganhar a medalha de ouro e protagonizar a segunda melhor marca do mundo no ano. Melhor, Maurren mostrou sua regularidade, saltando outras três vezes acima de 6m80, sempre com 6m84.
A torcida, cerca de 3 mil pessoas, gritava a cada marca da campeã olímpica, que ficou muito feliz com o resultado, mas ainda acredita que pode chegar aos 7m, feito quase conseguido em Doha, quando queimou um salto por muito pouco que parecia ter passado dos 7m.
Quem também foi muito bem foi o revezamento 4x100m rasos feminino. Com um time quase titular, formado por Ana Claudia, Franciela, Rosemar e Vanda Gomes, a equipe comemorou muito a marca de 43s21, terceiro melhor país do mundo no ano,
atrás somente dos EUA e da JamaicaA equipe brasileira venceu a prova com tranquilidade, mas o resultado do tempo oficial demorou a sair. Eu estava ao lado do quarteto na hora que o sistema de som anunciou a marca e as quatro vibraram muito pois sabem que, com esse tempo, o time brigará pelo ouro no Pan e por medalha no mundial.
O 4x100m rasos masculino também foi ouro, com um tempo bom, 38s77. Na passagem do primeiro homem, Ailson Feitosa, para o segundo, Sandro Vianna, uma falha que custou quase meio segundo, segundo o próprio Sandro: " Ailson foi atraído pelo centro de gravidade e quando eu comecei a correr bati com o calcanhar nele. Tanto que a canela dele está sangrando".
Além dos dois, o time foi formado por Basílio Emídio e Nilson André.
Os quatro titulares são os quatro que tem melhores tempos no ano para o Brasil. Por isso, a ausência de Vicente Lenílson, que há 10 anos abre o revezamento brasileiro, e que estava na equipe B pois tem a sexta marca brasileiro do ano. Acredito que, com ele abrindo o revezamento, a seleção pode correr próximo aos 37s e brigar por
A gente não tinha corrido nenhuma vez junto nesse ano, a primeira vez foi semana passada no meeting. A gente não fez camping nem nada, então a tendência é melhorar bastante até o fim do ano"- resumiu Sandro.
Além dos bons resultados nos revezamentos, Ana Claudia e Nilson André fizeram bonito nos 100m. Nilson foi medalha de bronze com o tempo de 10s18, o melhor de sua carreira. Ele passou por uma lesão no início do ano e ainda não tinha encaixado uma boa prova em 2011. Nilson estava eufórico com sua marca, comemorou muito e dizia várias vezes que ainda se recupera de lesão. Uma boa arma para o revezamento brasileiro.
No feminino, Ana Claudia correu em 11s27 e, mesmo sem medalha, ficou feliz com o tempo: "O objetivo é correr sempre na casa dos 11s20 para, até o fim do ano, conseguir baixar de novo o recorde sul-americano" disse.
Outros dois revezamentos, 4x400m masculino e feminino, conquistaram medalhas de ouro e até melhoraram os tempos da última semana. O feminino fez 3m30s59 e o masculino 3m06s64. Convesei com Sanderlei Parrela, vice campeão mundial em 99, que começou o trabalho com os revezamentos 4x400m há duas semanas: "Eu quero muito continuar, vamos ver se dá certo"- disse, empolgado com a possibilidade de assumiu 0 lugar de Luiz Alberto, técnico que dirigiu esses revezamentos até ano passado.
O feminino já tem índice para o Pan mas ainda não para o mundial, enquanto o masculino nem índice para o Pan fez ainda. " A gente vai se juntar para correr mais algumas vezes para fazer esse índice"- disse Anderson Freitas, 3º colocado nos 400m na prova individual, vencida por Kleberson Davide, especialista nos 800m.
Nos 400m feminino, Jailma Salles foi a melhor brasileira, na terceira posição, com a marca de 51s66. Destaque também para Joelma, que com 52s23 fez novamente a melhor marca da carreira, terminando em quinto
Nas demais provas, destaque para o jovem Guilherme Cobbo, que terminou o salto em altura com a medalha de bronze e a marca de 2m18.
Muito boa também a marca de Keila Costa, com 6m67 para conquistar o bronze no salto em distância, conquistando assim o índice para o mundial. Keila foi finalista nos dois últimos mundiais e da última Olimpíada.
No salto com vara, Fabio Gomes não conseguiu passar dos 5m45 e ficou sem marca. Tiago Braz não conseguiu melhorar os 5m30 feitos no último meeting e, com 5m00, ficou em sétimo. O melhor brasileiro foi Augusto Oliveira, também com 5m00
No salto triplo, Keila Costa ficou em quinto com 13m98 e Giselle foi sexta com 13m81, marcas não muito boas para duas atletas que foram finalistas em mundiais desta prova.
No lançamento de martelo, brasileiros longe das melhores marcas. Wagner Domingos, o "Montanha", ficou em quinto, abaixo dos 70m, enquanto no feminino Josiane Soares ficou em nono, abaixo dos 60m.
No dardo masculino, melhor resultado para Rogério Oliveira, em quinto, com 70m09. Julio Cesar Miranda, campeão mundial sub17 em 2003, e que tem a melhor marca para o Brasil em 2011, com 80m05, feito no último domingo num torneio da Federação Paulista, sentiu uma lesão que o tirou da competição logo no início. "Não é nada sério, mas depois do primeiro lançamento resolvi sair da prova" disse Julio depois da prova.
O GP de São Paulo foi o quarto da série de cinco meetings internacionais que acontecem no Brasil. Agora, só falta o GP Rio, na próxima quinta-feira. Em São Paulo, ótimos resultados.
Para resumir, Maurren fez a melhor marca do ano, o revezamento masculino e o feminino fizeram a terceira marca do mundo no ano. Ambos, atrás somente de Jamaica e EUA.
No Rio, quinta-feira, tem mais. E a equipe está quase definida para o sul-americano de Buenos Aires, que acontece no início de junho, em Buenos Aires. Lá, o Brasil quer mantes a hegemonia no continente.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
GP de Uberlândia
O terceiro da série de cinco meetings de atletismo disputados no Brasil aconteceu nesta quarta-feira, em Uberlândia. Com algumas provas esvaziadas, o Brasil conquistou várias medalhas de ouro, mas em termos de marcas não tivemos resultados tão bons, também em função do clima não propício à grandes marcas. Caiu uma chuva durante todo o GP.O interessante do GP é que tivemos os quatro revezamentos, provas que não aconteceram nas outras competições por aqui. O Brasil levou ouro nos quatro, sempre batendo a Colômbia, rival principal do continente. Interessante pois em alguns sul-americanos perdemos as provas de 4x400 para eles.
O revezamento mais importante, atualmente, é o 4x100m feminino, que tem chances reais de pódio no mundial e que vem fazendo um trabalho muito forte, comandadas pelo técnico Nakaya
O tempo em Uberlândia do time formado por Rosemar Coelho e Ana Claudia, titulares absolutas, Franciela, que está na briga por uma possível quarta vaga e Geisa Coutinho, especialista nos 400m foi de 43s87, o segundo melhor do time na temporada.
Thaissa não disputou o meeting e é uma das titulares da equipe. Na teoria, é a terceira mulher, que corre a curva para a chegada. Franciela briga por uma suposta quarta vaga no time com Vanda,Kaiuza e Rosângela Santos dentre outras. Rosângela, por sinal, correria em Uberlândia, mas está com problemas de saude e não competiu, por isso a improvisação de Geisa, que nunca treinou com o time.
Na prova individual, Ana Claudia foi bronze com 11s49, Franciela ficou em 7º com 11s63.
No masculino, o time não está tão forte quanto nos últimos anos. Vê-se isso pelos tempos obtidos na prova individual nos 100m hoje em Uberlândia, Ailson o sétimo melhor com 10s65. Neste ano, Jefferson Lucindo foi o mais rápido do Brasil com 10s28, mas em Uberlândia não disputou a prova. Nilson André, que fez um 2010 muito bom, não está no mesmo nível em 2011.
Em Uberlândia, o revezamento venceu com 39s45. Só não sei como foi feita a divisão da equipe A e equipe B. Na equipe B, que ficou em quinto, Vicente Lenílson, titular absoluto da largada do revezamento há 10 anos, correu, teve a melhor reação ao tiro de todos os competidores, mas seu time não era tão forte.
Sinceramente, não entendi.
Os revezamentos 4x400m ficaram com ouro. No momento, o time feminino é mais forte que o masculino. O time titular, formado por Geisa, Aline, Joelma e Jailma fez o tempo de 3m30s87, marca interessante. O masculino, formado por Anderson,Fernando, Jonathan e Wagner fez 3m10s43, muito acima de um tempo que pode conseguir um bom resultado num Pan ou classificar para uma Olimpíada.
Nas provas individuais dos 400m, Joelma ficou em 4º com 52s50, dois centésimos a frente de Jailma Sales. No masculino, ouro para o Brasil, com 46s91 de Anderson, tempo não tão bom.
Em termos de estrangeiros, as provas mais fortes foram os lançamentos de martelo masculino e feminino, inclusive com atletas entre os cinco do mundo. Para o Brasil, Wagner "Montanha" ficou em 5º no martelo com 70m76, um pouco distante de seu recorde nacional, mas mostrou-se consistente ao lançar três vezes acima dos 70m. Para lutar por uma medalha no Pan, precisa melhorar alguns metros.
No feminino, um show das estrangeiras e a melhor brasileira na 9ª posição, Ana Paula Pereira, com 58m97.
No salto em altura, medalha de bronze para Monica Araujo, com 1m81. Ela e Valdileia estão numa briga interna para ver quem leva a vaga brasileira no PAN. Valdileia também fez 1m81 mas ficou na quarta posição.
No salto triplo, prata para Jefferson Sabino com 16m37, num vento de 0,9m/s contra. Mais legal desta prova foi o bronze para Jonathan Henrique, atleta que Nelio Moura, técnico de Maurrem e Keila, deposita uma esperança muito grande.
Nos 3000m com obstáculos, bronze para Hudson Souza, com a marca de 8m39s32, numa prova que foi decidida na chegada. Hudson, que já tem três ouros em Jogos Pan-Americanos nas provas de 1500m e 5000m, deve ser o brasileiro nos 3000m com obstáculos em Guadalajara e terá chances de mais um pódio.
No feminino, a atual campeã do Pan, Sabine Heitling ficou na quinta posição.
No lançamento de dardo feminino, Laila Ferrer venceu com 57m25, numa prova em que tivemos apenas uma estrangeira, a colombiana Maria Murillo. Alessandra Nobre foi prata. Laila fez a melhor marca do Brasil no ano e índice para Pan de Guadalajara.
Nos 100m com barreiras, Giselle Albuquerque foi prata com o tempo de 13s45, num bom resultado, principalmente por ter chegado a frente de uma jamaicana, Andrea Bliss. Maila segue com o melhor tempo do Brasil no ano, 13s33
Enfim, mais um meeting internacional encerrado. O mais importante em Fortaleza, na minha opinião, foram os resultados dos revezamentos. O 4x100m feminino principalmente, que mesmo com duas atletas não titulares, uma delas nem é especialista nos 100m e 200m, marcou um tempo legal de 43s87.
Domingo, competição em São Paulo. E finalmente vou poder acompanhar de perto a competição. Estarei por lá.
Vale lembrar que para os Jogos Pan-Americanos, a delegação brasileira vai com o líder do ranking nacional em cada uma das provas. O Brasil só levará dois atletas nas provas em que o segundo do ranking nacional faça índice estipulado pela CBAt, que é referente ao sexto lugar das Américas no ranking de 2010. Outra competição importante é o sul-americano de Buenos Aires, em junho, em que o Brasil busca manter a hegemonia no continente.
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domingo, 15 de maio de 2011
GP de Belém

Aconteceu neste domingo o GP de Belém de atletismo, no estádio Mangueirão, não tão cheio quanto os 42 mil presentes em 2002, mas nem perto do vazio que são os outros meetings nacionais.
Vamos começar pelo único título brasileiro Fernanda Borges lançou 58m38 e ficou com ouro, numa prova que tínhamos seis estrangeiras. A marca não é a melhor do ano para ela, que já fez 60m45, mas lhe valeu a importante medalha de ouro. Elisângela Adriano foi sexta com 54m86 e segue fora do Pan, caso os Jogos de Guadalajara fosse hoje, pois Andressa Morais teria a segunda marca brasileira do ano.
No salto com vara masculino, Fabio Gomez saltou 5m50 e foi prata, atrás do cubano Lázaro Borges que conseguiu 5m70. Entretanto, grande destaque da prova foi o jovem Thiago Braz, prata nos Jogos de Cingapura do ano passado, que foi bronze com 5m30, melhor marca da carreira.
No lançamento de disco, Ronald Julião piorou um pouco com relação ao resultado obtido no GP de Fortaleza, no meio de semana, e ficou com o bronze com a marca de 60m65, atrás do argentino German Lauro. A prova foi uma previa do Pan, já que o cubano Jorge Fernandes foi ouro e tivemos outros argentinos e americanos fora do pódio.
No peso, o Brasil segue bem defasado com relação aos outros países. Ronald foi o melhor, em quarto, com 17m87, quase 3m atrás do pódio. No lançamento de peso feminino, resultado parecido. Melhor brasileira foi Andreia Maria, com 16m08, quase 2m atrás da atletas que subiram ao pódio.
Nas provas de 5000m, o Brasil não obteve os mesmos resultados do GP de Fortaleza, no meio de semana, quando Cruz Nonata venceu o feminino e Jailson foi bronze no masculino, os dois com ótimos tempos. Em Belém, Cruz não participou e o Brasil ficou longe do pódio, RosÂngela foi a melhor, em sétimo. No masculino, recheado de quenianos, Jailson não conseguiu chegar próximo a sua marca da última quarta-feira e ficou em nono, com 14min00s.
Nos 100m rasos masculino, o Brasil ficou fora do pódio. Nilson André, que fez um 2010 muito bom correndo várias vezes na casa dos 10s20, ainda não fez uma boa prova em 2011 e ficou em quarto com 10s53, mesmo tempo de Vicente Lenílson e de Ailson Feitosa.
No feminino, Ana Claudia foi bronze, com 11s35. Ela está muito regular neste ano, já corre em 11s19 mas sempre que entra na pista faz para baixo dos 11s40. Sempre,o que é muito importante tanto para ela individualmente quanto para o revezamento do Brasil.
Nos 100m com barreiras, o Brasil continua bem atrás. Maila Machado foi bronze com 13s34 mas ficou a frente apenas de atletas brasileiras. Ela é a melhor do Brasil na prova há alguns anos mas não baixa dos 13s desde 2006.
No masculino, até 2005 tínhamos os 110m com barreiras como uma das provas de maior nível no país, com quatro ou até cinco atletas fazendo índices para Olimpíadas e mundiais. Infelizmente, atualmente, os tempos estão mais altos. Mateus Inocencio, finalista olímpico em 2004, foi prata com 13s65, três décimos acima de sua melhor marca.
No salto em altura, Valdileia Martins mostrou mais uma vez que está melhor que Monica Araujo na briga por uma vaga em Guadalajara. Valdileia ficou com o bronze com 1m81 e Monica em quarto com 1m78. Porém, Valdileia ainda quer melhorar seu recorde pessoal, que é de 1m84, enquanto Mônica fez 1m87 ano passado.
Nos 800m feminino, o Brasil segue com nenhuma atleta correndo próximos aos dois minutos e, enquanto não tivermos uma atleta nesse patamar, não brigaremos nem por medalhas em Jogos Pan-Americanos. Já no masculino, os brasileiros estão "sempre lá". Kleberson Davide foi prata com 1m44s28, atrás do queniano David Mutua, mas a frente do atleta do Sudão Ismail Shmed, prata em Pequim 2008. Kleberson fez a melhor marca de sua carreira, numa confusão enorme do site oficial do evento, que chegou a mostrar que ele correu para 1min41s, que seria recorde sul-americanos, melhor que o tempo de Joaquim Cruz.
No fim das contas, 1min44s28, um baita tempo de Kleberson Davide que, se repetido num campeonato mundial, pode lhe render uma excelente posição. Legal também Lutimar Paes, com 1m45s32, em quinto.
Por fim, o salto em distância feminino. A americana Briana Glenn acertou o salto de 6m74 e ficou com ouro. Keila Costa foi prata com 6m62 e Maurren bronze com 6m61. Foi a melhor marca do ano para Keila e uma marca regular para Maurren, que tinha saltado 6m87 na semana passada em Doha.
Belém sediou a segunda das cinco competições internacionais que teremos no Brasil no mês de maio. Gostei mais das provas de Fortaleza, os resultados dos brasileiros foram melhores não só em número de medalhas, mas principalmente nas marcas. Legal o público presente no Mangueirão, com bastante gente mas nem perto de estar lotado, como no início dos anos 2000.
Agora, esperamos quarta-feira, o GP de Uberlândia
domingo, 17 de abril de 2011
Atletismo
A semana foi recheada de competições importantes para o atletismo nacional. Em Londres, Marilson foi quarto colocado na maratona local. Na Itália, tivemos índice para o Pan na maratona. Nos EUA, a seleção brasileira competiu no revezamento. No Brasil,tivemos a Copa Brasil de Copa Combinadas e a lista completa dos atletas que estarão aqui no mês de maio para as disputas internacionais.
Marilson Gomes fez uma excelente prova na maratona de Londres. Ele corria com o objetivo de baixar sua melhor marca- 2h08m- e com um segundo objetivo de fazer 2h06. Cumpriu os dois, terminou a prova na quarta colocação com a marca de 2h06m32 e se garante entre os melhores do mundo no ano.
Nos EUA, a seleção do Brasil disputou uma competição nos EUA no revezamento 4x100m rasos. No site oficial do evento, diz que a seleção brasileira foi formada por Rosemar Coelho,Franciele, Vanda e Rosângela, enquanto no site da Confederação Brasileira diz que Ana Claudia correu no lugar de Franciele. Independente de quem correu, a marca de 43s79 foi boa para a fase de treinamento do time, que ficou com a medalha de bronze num torneio local. O objetivo é chegar no mundial, em setembro, correndo abaixo dos 42s60, o que com certeza trará uma medalha ao país. O recorde sul-americano é de 42s97.
Na Itália, Solonei Rocha ficou na quarta posição na maratona de Pádua, com o tempo de 2h11min32 e conseguiu não só o índice para os Jogos Pan-Americanos como também o índice para o Mundial. O índice olímpico estipulado pela IAAF é de 2h12min, mas a CBAt fará um índice mais forte, que será a média da 12ª posição dos últimos mundiais e Olimpíadas. Na mesma maratona de Pádua, Michele Chagas ficou com o bronze com o tempo de 2h35min09, marca que ainda não é índice para o mundial.
Em Viena, José Telles, 18º na última Olimpíada, ficou em 22º na maratona local. No feminino, Adriana Silva foi melhor, ficou em 8º com a marca de 2h33min48, tempo um pouco pior do que ela mesmo tem, na casa de 2h32.
No Rio de Janeiro, tivemos a Copa Brasil de Provas Combinadas. No decatlo masculino, Carlos Chinin caminhava para o título e até mesmo de tentar se aproximar de seu recorde de pontos, que é de quase 8000 pontos, mas acabou zerando no arremesso de disco e jogando toda competição por água abaixo. Ele era líder com 5085 pontos após seis provas.
Com isso, o título ficou com seu maior rival, Anderson VenÂncio,que mesmo não fazendo uma prova de 1500m boa terminou a competição com a medalha de ouro, com a pontuação de 7751 pontos.
No feminino, na prova do heptatlo, Melri Caldeira ficou com a medalha de ouro. Vale lembrar que a suspensão por doping de Lucimara Silvestre,recordista sul-americana da prova, acaba no próximo mÊs de agosto e ela segue treinando, apesar de não competir. Destaque também para categoria juvenil, em que Tamara Alexandrino venceu tranquilamente e conseguiu índice para o Pan juvenil da modalidade.
Tivemos esse fim-de-semana mais uma etapa do Torneio Federação Paulista de Atletismo, em São Paulo. Destaque para Julio Cesar, no lançamento de dardo, em que fez 75m04. Legal também a marca de Ronald Julião, novamente acima dos 60m no disco. Vanessa fez 6m60 no salto em distância e Hilton com 16m67 no salto triplo.
A cbaT divulgou alguns dos atletas que competirão em cada um dos cinco meetings internacionais no Brasil que teremos durante o mês de maio.
Ismail Ahmed, do Sudão, disputará o meeting de Fortaleza nos 800m e será um duro adversária para a dupla brasileira que domina a prova há anos, Kleberson Davide e Fabiano Peçanha.
Em UberlÂndia, Dilshod Nazarov (Tadjkistão) e Igors Sokolovs (Letônia), que protagonizarão uma das principais disputas do GP, no lançamento do martelo. Bom para Wagner Domingos, o Montanha, recordista brasileiro que está cada vez melhorando mais suas marcas.
O GP Rio, no dia 26 de maio, será o mais importante da série de competições pelo Brasil. E terá a participação do panamenho vice campeão mundial dos 200m rasos, Alonso Edward.
Se os principais nomes forem "apenas" esses, o Circuito deixa um pouco a desejar com relação aos últimos anos, em que vieram nomes como a campeã olímpica Valerie Vilu e o britânico triplista Philips Idowu e a velocista jamaicana Sheri Brooks. Vamos esperar as próximas divulgações
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010 - Atletismo
Fabiana Murer foi o nome do atletismo brasileiro em 2010, conquistou o Mundial Indoor e a Diamont League, além de bater o recorde sul-americano com 4m85, segunda melhor marca do ano.
Além de Fabiana poucos se destacaram. Keila Costa conseguiu a medalha de bronze no Mundial Indoor, mas não conseguiu uma marca expressiva na temporada que a colocasse entre as 20 primeiras no ranking mundial.
Aliás, no ranking mundial o Brasil pouco apareceu. Apenas Fabiana ficou entre as 10 primeiras colocadas. Kleberson Davide, nos 800m rasos, foi o 17º, e Ana Claudia Lemos e Marilson Gomes só aparecem entre os 20 primeiros no ranking mundial se colocarmos apenas três atletas por país.
Poucos recordes brasileiros
Apenas cinco recordes nacionais foram batidos. Além do já citado recorde de Fabiana, tivemos Ronald Julião, no disco, Wagner Domingos, no martelo, Juliana Santos, nos 1500m e Ana Claudia Lemos nos 100m rasos.
Ronald bateu três vezes o recorde no disco e fechou o ano com a marca de 63m09. No martelo, Wagner finalmente passou dos 70m, e terminou a temporada com 71m34 como melhor marca. Juliana Santos fez 4m07s30 nos 1500m.
Todas essas marcas, importantíssimas para o atletismo nacional, pouco valem em termos internacionais, não chegam nem perto dos 30 melhores do mundo no ano.
A principal marca brasileira do ano foi de Ana Claudia Lemos, nos 100m rasos. No mês de março, marcou 11s17 nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, igualando o recorde sul-americano. Meses depois, marcou 11s15, recorde continental e top-20 no ano. É a mulher mais rápida da história do continente.
Brasil em terceiro no Ibero-americano
Em um ano sem Campeonato Mundial outdoor, a principal competição do ano para a equipe brasileira foi o Ibero-americano, torneio no qual o Brasil era atual bicampeão mas nessa temporada, mesmo com a equipe principal, ficou na terceira posição, atrás de Cuba e Espanha.
Na competição, foram apenas seis ouros para o Brasil, menos da metade da última edição, em 2008. Fabiana Murrer fez 4m85, seu recorde pessoal.
O destaque brasileiro na competição foi o velocista Nilson André, que venceu os 100m e 200m rasos. Aliás, ele foi a grande surpresa da temporada entre os homens. Fez tempos bons, 10s21 e 20s41, o que faz pensar que será o grande nome do revezamento brasileiro nos próximos anos. Revezamento de tanta tradição, mas que vive crise desde os casos de doping do ano passado. André, porém, perdeu a majestade já no Troféu Brasil, quando não venceu nenhuma das duas provas.
Troféu Brasil fraco

A principal competição nacional foi realizada no mês de setembro com poucos atrativos. Sem a presença do time Rede Atletismo, que fechou a equipe adulta após os casos de doping, não tivemos equilíbrio na competição por equipes e a BM&F ficou facilmente com o título.
Nenhum recorde brasileiro foi batido na competição. Ronald Julião ficou a 4cm no arremesso de peso.
Fabiana Murer e Keila Costa foram os destaques, como de costume, vencendo suas provas sem grandes dificuldades.
Alguns resultados foram muito fracos para um Troféu Brasil. Por exemplo, ninguém abaixo dos 14s no 110m com barreiras, nenhum tempo melhor que 46s nos 400m masculino, ninguém acima dos 17m no triplo. No feminino, tempos altos nos 5000m e 10000m.
Meetings ruins
Como de costume, o Brasil organizou cinco meetings internacionais durante o mês de maio. O nível foi baixo entre os atletas brasileiros, que só garantiam medalhas quando os estrangeiros eram poucos. Destaque maior para Nilson André, que venceu várias provas, inclusive a principal, do GP do Rio, em que fez 20s41 nos 200m rasos.
Destaque para participação de algumas estrelas internacionais. como o lançador de martelo Dilshood Nazarov, o britânico triplista Philips Idowu, a velocista jamaicana Sheri Brooks, dentre outros.
Estrelas apagadas
Maurren Maggi teve um ano triste. Passou a temporada inteira machucada. Até o mês de junho, estava se recuperando de uma lesão no joelho. Depois de voltar a competir, se contundiu novamente, durante a inauguração do Centro Olímpico. Aos 34 anos, a campeã olímpica terá um ano chave em 2011.
Já Jadel Gregório não teve problemas com contusão. Porém, pela primeira vez desde 2002 não conseguiu nenhuma vez saltar acima dos 17m. Seu melhor salto foi de 16m98. Não venceu nem o Troféu Brasil. Segue em decadência depois da brilhante carreira em que tem uma medalha de prata em campeonato mundial e duas finais olímpicas.
Marcha fecha ano com doping
Um ano triste para a marcha atlética brasileira. Depois de um sul-americano sem grandes resultados e uma Copa do Mundo em que os brasileiros não ficaram entre os primeiros colocados, tivemos o Troféu Brasil.
Lá, José Alessandro Bagio, atleta que foi 14º nas duas últimas Olimpíadas na marcha 20km, experimentou correr os 50km de marcha. Fez um bom tempo, 4h06min, o melhor do ano entre os brasileiros. Porém, em dezembro, foi pego no exame antidoping.
O destaque do ano foi Caio Bonfim. O jovem atleta ficou na quarta posição no mundial sub-20 e, a partir de 2011, já será adulto.
Categorias de baseNo mundial juvenil, Geisa Arcanjo conquistou o titulo mundial do arremesso de peso, lançando mais de 17m, algo que só Elisângela Adriano fazia por aqui. Meses depois, Geisa foi pega no antidoping e sua medalha foi cassada.
Nesse mesmo mundial, tivemos alguns resultados interessantes. Caio Bonfim foi quarto na marcha atlética, e o Brasil fez outras cinco finais.
Nos Jogos Olímpicos da Juventude tivemos, talvez, o maior momento do atletismo no ano. Caio Cesar, de apenas 17 anos, foi o campeão do salto em distância com a marca de 7m69. Um atleta de futuro brilhante, pupilo do técnico Nélio Moura, de Maurren Maggi.
Outro pupilo de um técnico famoso, de Élson Miranda, que treina Fabiana Murrer, também se deu bem do outro lado do mundo. Thiago Brás foi prata no salto com vara com 5m05. No ano chegou a marcar 5m10, com apenas 17 anos.
Ainda na Ásia, outros resultados importantes, com 10 dos 15 atletas atingindo a final olímpica.
Nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, que valeram como campeonato sul-americano sub-23, o Brasil manteve a hegemonia de forma suada. Venceu a competição com 13 ouros, contra 11 da Colômbia. As meninas venceram 10 das 22 provas disputadas, enquanto os homens tiveram apenas três títulos.
Campings, inaugurações e política
A Confederação Brasileira de Atletismo, como costuma fazer todo ano, organizou vários campings especializados espalhados pelo Brasil. Atletas de meio fundo e fundo se juntaram por semanas para treinar e discutir, assim como os atletas de lançamentos e arremessos e, por fim, no fim do ano, os de velocidade, que treinaram principalmente para os revezamentos.
Outro fator importante fora das pistas esse ano foi a inauguração do Centro Olímpico, em São Paulo. Uma das pistas mais modernas do Brasil, que recebeu a nota máxima pela IAAF.
Mudança benéfica no estatuto da CBAt no inicio do ano. Agora, segundo Roberto Gesta, presidente há mais de duas década, terão direito a voto além da federações estaduais, os cinco clubes mais bem classificados no Troféu Brasil, quatro técnicos dos medalhistas olímpicos individuais, além de 11 medalhistas olímpicos.
Torcer para que seja verdade.
Atletismo pelo mundo

Um ano sem mundial e com poucos recordes mundiais pelo mundo. A principal marca foi nos 800m rasos masculino, em que o queniano David Rudisha quebrou uma marca de quase 10 anos, com a marca de 1min41s01. O outro recorde mundial outdoor veio no lançamento de martelo, em que a polonesa Anita Wlodarczyk marcou 78m30. Nas competições indoor, apenas recorde no salto triplo masculino, com Thedy Tango.
Nas provas de velocidade, Usain Bolt passou com lesões e seu melhor tempo foi 9s82, quase três décimos acima de seu recorde mundial. Bom para Tyson Gay que, com 9s78, foi o melhor do ano. Nos 200m, porém, não teve para ninguém. Bolt foi o melhor disparado, fez 19s56.
Nas provas com barreiras, depois de um ano de domínio do cubano Robles, David Oliver marcou nove das dez melhores marcas da temporada, ficando apenas a 0s02 do recorde mundial.
Outros destaques do ano foram Teddy Thango, que saltou 17m98, um dos melhores saltos da história no triplo. Andras Thorkdisen, da Noruega, que lançou acima dos 90m no dardo e dominou as principais provas do mundo e a atleta do Cazaquistão Olga Rypakova, que saltou 15m25.





