terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vela

A Segunda etapa da temporada da Copa do Mundo de vela aconteceu na última semana, em Miami. O Brasil levou quase uma equipe completa e o destaque foi a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, que venceram a classe Star.

Destaque também para Patricia Freitas que cada vez mais vai mostrando seu talento na RS:X e provando que pode ficar entre as melhores do mundo. Ela ficou em sexto lugar. Bimba e Bruno Fontes venceram as regatas de medalha mas ficaram fora do pódio.

Vou falar hoje da classe 470 feminina da vela. Na Olimpíada de Pequim, Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistaram a medalha de bronze.Em 2009, se separaram. Fernanda atualmente faz par com Ana Luiza e Isabel com Martine Grael, filha de Torbem. Na Copa do mundo de Miami, Isabel e Martine ficaram em sétimo, duas posições atrás de Fernanda e Ana Luiza

As duas duplas vem conquistando resultados de regulares para bom nas últimas competições. No Mundial do ano passado, por exemplo, Martine e Isabel terminaram em sétimo. Ana Luiza e Fernanda ficaram em 21º, mas estão cada vez melhores e em algumas oportunidades já até venceram suas rivais nacionais, como aconteceu na Copa do Mundo de Miami dessa semana.

E é um fato comum as mudanças de duplas no início do ciclo olímpico. A dupla holandesa, por exemplo, Lobke Berkhout e Lisa Westerhof foi campeã mundial em 2009. Um ano antes, Lobke foi vice campeã olímpica fazendo dupla com Marcelien de Koning. A dupla francesa que disputou a Olimpíada também foi dividida e, atualmente, Ingrid Petidjean e Nadege DOuroux são uma das melhores parcerias do mundo, tend ovencido essa etapa de Miami da Copa do Mundo.

A dupla argentina também vem dando trabalho às brasileiras. Mas las hermanas se mantiveram juntas depois de Pequim, quando ficaram em 16º. No mundial do ano passado, ficaram em 11º e na Etapa de Miami da Copa do Mundo ficaram à frente das duas duplas brasileiras.

Uma rivalidade interna é saudável. Não tenho conhecimento de vela o suficiente para dizer que fulana é melhor que beutrana, se seria melhor ter mantido a dupla ou não. A verdade é que hoje temos duas duplas na classe 470 feminina capazes de brigar de igual para igual com as melhores do mundo.
Isabel e Martine tiveram um entrosamento mais rápido e conseguiram resultados melhores em 2009 e 2010. Porém, esse ano já começou com uma quinta posição em Copa do Mundo de Fernanda e Ana Luiza.

A seletiva para formação da equipe olímpica brasileira é na segunda quinzena deste mês, em Floripa. O resultado da seletiva será somado com a do Campeonato Brasileiro, que será de 4 a 7 de fevereiro. A vencedora terá apoio total da Confederação para as competições de 2011 enquanto a dupla que perder terá que arcar do próprio bolso.
No mundial de dezembro, na Austrália, serão destribuídas 14 das 19 vagas olímpicas. Depois, em 2012, terá um mundial da classe 470 que dará o restante das vagas.

A vaga conquistada será do país e não da dupla. Ou seja, quem vai defender o Brasil em Londres 2012 s erá definido somente nas seletivas brasileiras de 2012.

Independente de que dupla seja, a certeza é que o Brasil terá chances reais de um ótimo resultado, mais uma vez, na 470 feminina.

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